Testei quatro lançamentos de maquiagem das marcas nacionais favoritas — Ruby Rose, Dailus, Mari Maria e Vult — durante uma semana inteira, em pele mista, em dias de trabalho, sol e evento à noite. Aqui está a resenha honesta de cada um, com pontos fortes, pontos fracos e um veredito claro no final.
Se você está em dúvida entre esses produtos e não quer comprar no escuro, este post foi escrito para você.
Como eu testo cada produto
Minha pele é mista, com a bochecha um pouco sensível. Testei cada produto por no mínimo cinco dias, em situações reais: 8 horas de trabalho, uma tarde ao ar livre e uma noite de evento. Anotei a duração, o acabamento, o conforto e o comportamento ao longo das horas — só então escrevi a resenha.

Para cada um, respondo a cinco perguntas: o que a embalagem promete, o que entrega de verdade, quanto dura, como se sente no rosto e se vale o preço.
Base Matte da Ruby Rose
A base matte da Ruby Rose promete cobertura média com acabamento aveludado para o dia inteiro. Na prática, entregou uma cobertura média mesmo, que dá para construir até alta sem pesar — e o acabamento matte segurou bem na zona T, que é onde a minha pele mais oleia.
Pontos fortes
Fixação excelente: aguentou mais de 8 horas sem retoque significativo. Ótima relação custo-benefício e uma linha de tons bem completa para peles brasileiras. Aplicada com esponja úmida, o acabamento fica natural, longe do efeito “máscara”.
Pontos fracos
Aqui vai a honestidade: se a pele não estiver bem preparada, a base marca linhas finas ao longo do dia. Exige hidratação e primer antes. Em pele seca ou com descamação, o acabamento matte pode craquelar no fim do dia.
Veredito
Vale muito a pena para quem tem pele mista ou oleosa e não quer gastar muito. Preparou a pele, ela entrega um resultado de produto bem mais caro. Nota 9 de 10.
Batom Líquido da Dailus
O batom líquido da Dailus tem cor intensa e promete longa duração. Testei na linha de tons nude e a promessa se confirmou: a cor fica firme por horas, transfere pouco e sobreviveu a um jantar completo com direito a café.

Pontos fortes
Duração surpreendente para o preço, cores bem pigmentadas e um aplicador que espalha com precisão. A linha nude tem opções que funcionam em vários tons de pele — testei três e todas assentiram bem.
Pontos fracos
A fórmula é sequinha e marca levemente se os lábios estiverem ressecados. Vale esfoliar e hidratar os lábios antes, e não espere o efeito cremoso de um gloss — é batom de verdade, com cara de batom.
Veredito
Um dos melhores batons líquidos de custo-benefício que já testei. Para quem vive reaplicando batom, ele muda a rotina. Nota 9 de 10.
Gloss da Mari Maria
O gloss da Mari Maria é confortável, cheiroso e deixa os lábios com um brilho lindo. A textura é leve, não gruda o cabelo como muitos glosses baratos e a cor deixa um tom natural de boca saudável.
Pontos fortes
Conforto imediato, acabamento espelhado e um aroma suave que não incomoda. Perfeito para quem quer brilho sem peso e para usar por cima de um batom para dar um toque final.
Pontos fracos
Precisa de retoque: é gloss, então não espere duração de batom. Depois de uma hora ou um lanche, o brilho já não é mais o mesmo. Também transfere para copos — normal da categoria.
Veredito
Ótimo produto na sua categoria. Compre sabendo que é para brilho e conforto de curta duração, não para passar o dia. Nota 8 de 10.
Corretivo da Vult
O corretivo da Vult é um dos melhores custo-benefício que já testei na vida. Cobre olheiras médias com uma camada só, não craquela e tem um tom que funciona para a maioria das peles brasileiras.

Pontos fortes
Cobertura eficiente em pouca quantidade, textura que não marca as linhas finas e um preço imbatível. Aplicado em batidinhas com o dedo, o resultado é natural e dura bem o dia todo.
Pontos fracos
A linha de tons é menor que a da concorrência — quem tem pele muito escura ou muito clara pode ter dificuldade de achar o tom exato. E, para olheiras muito escuras, o corretivo sozinho não resolve: precisa de um corretor de cor por baixo.
Veredito
O queridinho da resenha. Para o preço, entrega um resultado que rivaliza com corretivos caros. Nota 9,5 de 10.
Comparação final: qual vale mais a pena?
Se você só pode comprar um produto da lista, eu recomendo o corretivo da Vult — é o que mais entrega pelo que custa. Se a sua maior preocupação é duração, a base matte da Ruby Rose e o batom da Dailus formam a dupla que aguenta o dia inteiro. O gloss da Mari Maria é o mimo: leve, bonito, mas exigente em retoques.
Para quem tem pele oleosa, a combinação base Ruby Rose + pó translúcido é praticamente imbatível na faixa de preço nacional. Para pele seca, o corretivo da Vult é o mais seguro da lista, seguido do gloss da Mari Maria.
Perguntas frequentes
Onde encontro esses produtos?
Todos são de marcas nacionais vendidas em farmácias, lojas de cosméticos e e-commerce oficial. Pesquise o melhor preço e confira se a loja é autorizada antes de comprar.
Base matte serve para pele seca?
Não é a melhor escolha. Peles secas preferem bases com acabamento hidratante ou dewy. Se quiser muito usar a matte, prepare a pele com hidratante rico e primer hidratante antes.
Como saber meu tom de corretivo?
Teste na mandíbula ou na área abaixo dos olhos, com luz natural. O corretivo deve ser no máximo um tom mais claro que a sua base para iluminar sem deixar mancha.
Esses produtos são cruelty-free?
Ruby Rose e Mari Maria têm políticas de não testar em animais em suas linhas principais. Confira sempre o selo na embalagem e a página oficial da marca para confirmar a posição atual.
Vale a pena comprar os quatro?
Se o seu orçamento permite, sim — eles se completam: base, corretivo, batom e gloss cobrem uma rotina inteira de maquiagem por um valor muito acessível se comparado a importados.
Conclusão
Nenhum desses produtos é perfeito — e foi exatamente isso que fez a resenha valer a pena. A base exige preparação, o gloss exige retoque, o corretivo tem linha de tons menor. Mas, pelo preço, todos entregam muito mais do que prometem. Se você usou algum deles, conta nos comentários o que achou: sua experiência também faz parte da resenha.
